A COP30 se realiza em um cenário de insucesso global na mitigação das catástrofes provocadas pelas mudanças climáticas. Enquanto a comunidade internacional falha em reduzir as emissões e em garantir o financiamento da adaptação, o Brasil já enfrenta o impacto financeiro imediato dos eventos extremos.
O Cenário Global de Inação (Dados ONU):
· A ONU estima que US$ 50 bilhões do montante necessário para adaptação em 2035 deveriam vir do setor privado.
· Falha na Mitigação: Os planos climáticos (NDCs) atuais colocam o aumento da temperatura média global em 2,3°C, muito acima da meta de 1,5°C do Acordo de Paris.
· Lacuna de Financiamento: O financiamento público para adaptação em países em desenvolvimento está doze vezes abaixo do necessário (a demanda é de US$ 310 bilhões anuais até 2035).
· A previsão é que a meta de dobrar o financiamento de adaptação para US$ 40 bilhões até 2025 não seja atingida.
A falha na mitigação global se traduz em prejuízos concretos e imediatos no Brasil:
· O país teve um prejuízo de mais de R$ 150 bilhões entre 2023 e 2024, afetando mais de 1.300 municípios.
· O número de desastres climáticos causados por chuvas cresceu 222% nos últimos 10 anos.
· O impacto econômico da tragédia no Rio Grande do Sul foi de R$ 89 bilhões, mas apenas R$ 6 bilhões estavam cobertos por seguros—uma lacuna de proteção de mais de 90%.
Tendo em vista tais dados, o setor de seguros age como ferramenta imediata de proteção. Se o financiamento público global para adaptação está doze vezes abaixo do necessário, o setor de seguros se estabelece como forma de mitigação e adaptação para proteger a economia e a sociedade no curto prazo. O setor de seguros pode ajudar a evitar o colapso financeiro das famílias e empresas, principalmente no cenário brasileiro. O principal desafio setorial é mensurar e precificar apólices em um cenário de rápida e crescente severidade dos eventos climáticos.
Bruno Mazzali, diretor da BRB Seguros, explica como o setor de seguros fornece a resiliência financeira necessária para que as metas de longo prazo sejam atingidas sem que catástrofes atuais comprometam a sociedade e a economia. O executivo também detalha os seguros que mitigam os riscos das mudanças climáticas:
· Seguro Rural: Cobertura de perdas financeiras para agricultores devido a secas ou inundações, garantindo a segurança alimentar (tema central na COP30).
· Seguro de Propriedade Comercial e Interrupção de Negócios: Protege a receita das empresas, mitigando perdas após desastres, o que mantém a estabilidade econômica e do emprego.
· Seguros Paramétricos: Inovação setorial que garante avaliação e pagamentos mais rápidos com base em parâmetros objetivos, essencial para uma resposta ágil em tempos de crise.
FONTE: INPRESS











