Mello, Machado aporta expertise em seguro e resseguro

Mello, Machado aporta expertise em seguro e resseguro

Com conceito boutique, escritório aposta em proximidade e advocacia preventiva, além de entender a solução jurídica mais harmônica para o modelo de operação do cliente
Carol Rodrigues

Eles se encontraram em diferentes momentos das suas carreiras. Em 2025, juntos, os advogados Sergio Ruy Barroso de Mello, Cristiane Machado, Patricia Gralha e Ana Grellert decidiram abrir seu próprio escritório, dedicado ao Direito Securitário do Brasil.

O Mello, Machado Advogados chega ao mercado para oferecer às Seguradoras e às Resseguradoras serviços jurídicos especializados.

Focado em atender os clientes nos sinistros de médios e grandes riscos em carteiras de Seguro e Resseguro, o escritório trabalha com consultoria regulatória e de apólices, elaboração de clausulados, contencioso estratégico, administrativo e judicial, além de abranger processos administrativos junto à Susep, ao Procon e às Agências Reguladoras.

“Isso tudo exige uma presença permanente junto ao cliente, um olho no olho e uma possibilidade ampla de estar o tempo inteiro gerando confiança e absorvendo dele as suas práticas para que o trabalho seja da forma como ele delineou no seu Plano de Negócios”, explica Sergio Mello.

Mello ressalta que os sócios reúnem forte prática no Setor, o que permite a busca por soluções em conjunto: “A nossa experiência, capacidade intelectual, além da vivência em casos complexos e distintos nos permite oferecer muita qualidade e velocidade de tomada de decisão para entregar as melhores soluções jurídicas ao Cliente”.

Segundo Cristiane Machado, antes de iniciar a operação do escritório, os advogados definiram o propósito com uma visão focada no Cliente. “Precisamos saber qual é o problema do nosso Cliente para construirmos uma solução jurídica de forma que ele possa decidir com segurança e adotar decisões estratégicas. Para atingir esse propósito, precisamos estar próximos. Ele tem de ter acesso a nós de forma imediata e nós temos de estar disponíveis. Só assim conseguimos entregar uma advocacia eficiente, ágil e preventiva”, comenta.

Essa proximidade citada pela advogada visa à prevenção de demandas judiciais, mas “se o contencioso acontecer, tem de estar muito bem estruturado e fundamentado para que a decisão adotada na esfera administrativa possa prevalecer quando a controvérsia for ao judiciário”, destaca Cristiane.

“Temos um compromisso com o Cliente e um compromisso entre nós. É isso que faz a diferença no atendimento que oferecemos, que é bastante humanizado. Estamos próximos e personalizamos a comunicação, pois cada dia há uma necessidade diferente e temos de estar atualizados para entregar um resultado que atenda às necessidades das Seguradoras e Resseguradoras”, comenta Ana Grellert, ao lembrar, inclusive, a importância do momento de transição legislativa vivenciado pelo Mercado com a lei n°15.040/2024.

Sergio Barroso de Mello, advogado Mello, Machado Advogados
Sergio Barroso de Mello, advogado Mello, Machado Advogados

Já Patricia Gralha ressalta o quanto é importante exercer advocacia que entende a necessidade do Cliente. “Temos percebido que existe essa carência. Existem várias formas de prestar serviços e todas elas são de muito valor, mas encontramos a oportunidade de, com toda a nossa experiência, oferecer um serviço personalizado, estruturado com base na confiança”.

A prestação de serviço dos advogados ainda inclui atuação especializada em Tribunais, intermediação de acordos para casos complexos, serviços de Resolução Alternativa de Conflitos (RAC), que compreendem a mediação, conciliação e arbitragem, e o desenvolvimento de treinamento técnico- jurídico sobre Seguro e Resseguro.

Peculiaridades do mercado

Mello lembra que o Mercado de Seguros e Resseguros tem diferentes formas de operações: “Olhamos e respeitamos as peculiaridades de cada Cliente”, ressalta.

Por isso, ele menciona a necessidade de uma linguagem adaptada. “Se temos um sinistro de seguro de médio ou grande risco, não temos só um sinistro de Seguro, mas também de Resseguro. Se o segurador nos chama, trabalhamos para ele e para todos os Resseguradores. Então, preciso dar informações e ter uma linguagem que se adapte a todos eles, que muitas vezes são de culturas distintas. A experiência, em um momento como este, nos ajuda a ter essa linguagem”, explica Mello.

O novo escritório, sediado em São Paulo e Rio de Janeiro, atende as necessidades dos Clientes em todo o Brasil e no exterior. Inclusive, devido à especialização da banca, já nasce com o posto de representante no Brasil na Insulaw Internacional, que congrega 37 escritórios de advocacia voltados para Seguro e Resseguro em nível mundial. A Mello, Machado integra a instituição devido aos atributos dos advogados que compõem a banca.

“Somos o único representante brasileiro desta instituição internacional. Começamos a rodar com esse selo que congrega grandes escritórios da nossa área”, comenta Barroso de Mello. “Estamos felizes com esse reconhecimento que demonstra o quanto os nossos amigos advogados de Seguros do mundo inteiro confiam em nós”.

Cristiane Machado, advogada Mello, Machado Advogados
Cristiane Machado, advogada Mello, Machado Advogados

A nova lei: novo paradigma jurídico no país

O novo marco legal dos Contratos de Seguros, a Lei n°15.040/24, em vigor desde 11 de dezembro de 2025, substitui o Código Civil nos trechos que regulamentavam o Contrato de Seguro. “É uma lei muito complexa até pelo seu tamanho. No Código Civil são 49 artigos e o marco legal tem 133 artigos, sendo que 80% deles possuem incisos, parágrafos e alíneas. Tem muita rotina para ser alterada dentro do setor de Seguros do ponto de vista de adaptação e será difícil para as Seguradoras rodarem com segurança jurídica absoluta no início”, observa Mello.

Conforme ele, a nova lei tem gerado uma demanda por assessoria jurídica especializada nesta área. “Estamos trabalhando na análise de clausulados e mudanças contratuais”.

Patricia aponta que, de forma geral, o ano de 2026 será desafiador. “Não só a implementação da nova lei, mas a Regulação que virá na sequência exigirá um olhar muito atento para entregar o melhor resultado para o cliente, impactando o mínimo na operação que ele tinha antes. Temos a preocupação de entregar um trabalho de qualidade, mas com viabilidade para apoiar até a ponta da operação”.

Para Mello, a preocupação de todos é a adaptação à lei. “Teremos Circulares e Resoluções da Susep e do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), que vão exigir uma adaptação ainda maior. Há uma preocupação do mercado em contar com um advogado especializado ao seu lado, justamente para ter o mínimo de segurança jurídica na operação, tanto na subscrição quanto nos sinistros. O papel do advogado será cada vez mais relevante, e na esfera de sinistro será ainda maior porque tem uma série de providências que, se não forem tomadas da maneira correta, gerarão intercorrências e litigiosidade”.

Em sua opinião, a lei de Contrato de Seguros é de difícil interpretação. Por isso, recomenda ao Segurador e ao Ressegurador moldarem o seu negócio com alguma suavidade, alterarem o que for essencial e atuarem em conjunto com as demais empresas do mercado.

Ana Grellert, advogada Mello, Machado Advogados
Ana Grellert, advogada Mello, Machado Advogados

“Se o contencioso aumenta, temos um Judiciário congestionado no País, dada a grande litigiosidade. Para se ter uma ideia, o Código Civil de 2002, em matéria de Seguros, levou mais de 20 anos para ser minimamente interpretado e unificado pelo Judiciário. Agora, imagine quanto tempo os nossos Tribunais levarão para poder interpretar e unificar essa nova norma gigantesca, quantos litígios vão surgir dentro dessa lei com a quantidade de artigos, incisos, alíneas e inúmeros temas que possui. Vamos precisar de fôlego”, acrescenta Cristiane, sobre o grande desafio que vem pela frente.

“Temos o desafio de uniformizar as práticas em todos os aspectos da cadeia relacionada à atividade securitária, desde dentro da companhia até os corretores. Se um propósito da lei é fomentar a cultura do Seguro no Brasil, que venham as oportunidades. Que tenhamos capacidade para, por meio do trabalho com a normatização, realizar esse propósito que é ampliar a cultura do seguro”, comenta Patricia.

“Nosso presente é maravilhoso e promissor. O nosso futuro é pautado em respeito, proximidade, atendimento humanizado e personalizado para cada cliente, além de disponibilidade. Isso vai fazer toda a diferença”, conclui Ana.

Sergio Barroso de Mello é especialista em Contrato de Resseguro, vice-presidente da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) e atua no mercado há mais de 38 anos. “Estímulo, confiança e muita energia são as marcas deste momento especial. Sinto-me muito feliz por ter ao meu lado profissionais tão capazes e competentes nessa nova jornada que, certamente, será de grande valia para os nossos Clientes.”

Cristiane Machado é advogada, atua no Direito do Seguro há 25 anos, integra a equipe de Sergio Mello há 23 anos, sempre voltada para a solução de casos complexos de médios e grandes riscos. Possui experiência na consultoria e contencioso com processos civis nos tribunais. “É um mercado pelo qual sou completamente apaixonada porque é multidisciplinar. No seguro vemos engenharia, medicina, exatas e você está sempre sendo desafiado e diante da possibilidade de aprender algo novo.”

Patricia Gralha, advogada Mello, Machado Advogados
Patricia Gralha, advogada Mello, Machado Advogados

Ana Grellert começou no Mercado de Seguros como trainee ao lado de Mello e Cristiane. Ela também trabalhou no departamento jurídico de uma seguradora de médio porte no Rio de Janeiro. Foi quando viveu de perto as necessidades e o funcionamento da operação de uma seguradora. Após um período, retornou para as atividades em escritório. “Sou apaixonada pelo processo judicial”. Inclusive, em 2023, ela voltou a trabalhar com Sergio Mello e com a Cristiane Machado.

Patricia Gralha iniciou a carreira no Mercado de Seguros com uma atuação voltada inicialmente para o contencioso. Até que surgiu uma oportunidade de migrar para o Mercado de Energia, onde ficou por mais de dez anos. “Curiosamente, mesmo dentro do mercado de energia, fiquei voltada para a estruturação financeira de grandes projetos que tinham muitos seguros associados”. Ela encontrou, na união com antigos colegas, a oportunidade para realizar o desejo de retornar ao Mercado de Seguros.

Conteúdo da edição de dezembro (282) da Revista Cobertura